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O que acontece quando o agente de IA não sabe responder o cliente?

Num agente bem montado, ele não inventa: avisa o cliente e passa a conversa para uma pessoa do time, com todo o contexto, para ninguém precisar repetir nada. Esse handoff é regra em todo agente da Notkode. Sem ele, a empresa responde pelo que o robô disser, como mostrou o caso da Air Canada em 2024.

Atualizado em

CA$812,02
condenação da Air Canada
1
semana de monitoramento após o go-live
100%
dos agentes Notkode com handoff

Quais são os números, com fonte?

  • Em 14 de fevereiro de 2024, um tribunal do Canadá condenou a Air Canada a pagar CA$812,02 a um cliente que seguiu uma informação errada do chatbot dela. A decisão diz que não faz diferença se a informação vem de uma página ou de um chatbot. (Fonte: Moffatt v. Air Canada, 2024 BCCRT 149)
  • A documentação da Anthropic recomenda dar ao modelo permissão explícita para dizer "não sei", o que, segundo ela, reduz bastante a informação falsa. (Fonte: Anthropic, Reduce hallucinations)
  • A Anthropic lembra que sistemas com agentes trocam latência e custo por desempenho e recomenda a solução mais simples possível. (Fonte: Anthropic, Building effective agents)

Por que o agente não deve inventar uma resposta?

Porque a empresa responde pelo que o agente diz. No caso da Air Canada, o chatbot prometeu um desconto que a política da empresa não dava, e o tribunal mandou a companhia pagar a diferença ao cliente.

Como funciona o handoff para uma pessoa?

O agente percebe que não tem confiança na resposta, avisa o cliente que vai chamar alguém e abre a conversa para o time no mesmo canal. A pessoa recebe o histórico e o que o cliente já informou.

  • Gatilho: a pergunta está fora do que o agente pode responder, ou a confiança é baixa.
  • Aviso: o cliente sabe que uma pessoa vai assumir.
  • Contexto: o time recebe a conversa inteira, sem pedir os dados de novo.

Como saber se o agente está passando conversas demais?

Olhando as conversas reais depois do go-live. Se muitas vão para uma pessoa pelo mesmo motivo, falta uma informação ou uma integração ao agente; se poucas vão e há reclamação, a regra de handoff está frouxa.

Erros comuns

  • Mandar o agente "sempre responder alguma coisa": é assim que ele inventa preço, prazo ou política.
  • Fazer o handoff sem o histórico: o cliente repete tudo e a troca para uma pessoa vira atrito.
  • Não ter ninguém de plantão para receber o handoff no horário em que o agente atende.
  • Nunca revisar as conversas passadas para pessoas, que mostram o que falta no agente.

Como a Notkode trata o handoff?

Todo agente da Notkode faz handoff para uma pessoa, com o contexto da conversa, quando não tem confiança na resposta. Depois do go-live, a Notkode monitora o agente durante 1 semana, faz ajustes finos depois de vê-lo operar de verdade, documenta os fluxos e treina o time do cliente.

Perguntas frequentes

O cliente percebe que mudou de robô para pessoa?

Deve perceber. O agente avisa que vai chamar alguém, e a pessoa assume no mesmo canal, com o histórico na mão.

E se ninguém estiver disponível na hora?

O agente avisa o prazo de retorno e registra o pedido para o time. O que ele não faz é inventar uma resposta para encerrar a conversa.

Dá para o agente aprender com as conversas que passou adiante?

Sim, com revisão. As conversas que foram para uma pessoa mostram o que falta: uma informação nova, uma regra ou uma integração. Alguém decide o que entra.

A empresa responde pelo que o agente diz?

Sim. No caso Moffatt v. Air Canada, de 2024, o tribunal decidiu que a empresa é responsável por tudo o que está no site dela, inclusive o que o chatbot diz.

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